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Glossário

Os termos da rotina.Do extrato ao SPED.

64 termos de finanças, pagamentos, contabilidade, fiscal e Open Finance, explicados para quem faz a rotina. Quando houver, com o artigo e a solução relacionados.

64 termos.

A

Financeiro

Adquirente

Empresa que processa as transações de cartão do lojista e repassa os valores das vendas, descontadas as taxas.

Entre a venda e o crédito na conta há prazos, parcelas, taxas de desconto (MDR), aluguel de equipamento, cancelamentos e chargebacks. Subadquirentes e facilitadores de pagamento fazem o mesmo papel com uma camada a mais. O extrato do adquirente é a referência para conferir cada repasse.

Adiantamento, pelo adquirente ou pelo banco, de valores a receber de vendas parceladas ou a prazo, com desconto de uma taxa.

Transforma vendas futuras em caixa hoje. O valor creditado é o bruto menos a taxa de antecipação, o que precisa ficar claro na conciliação: o crédito no extrato não bate com o valor da venda, e a diferença é despesa financeira.

Financeiro

API bancária

Interface que um banco oferece para que sistemas consultem saldos e extratos ou enviem operações sem passar pelo internet banking.

Cada banco publica a sua, com autenticação, formatos e limites próprios. A vantagem é o dado em tempo quase real; o custo é integrar e manter uma conexão por instituição. Difere do Open Finance, que padroniza o acesso entre os participantes e depende do consentimento do titular.

B

Contábil

Balancete

Relatório com o saldo de todas as contas contábeis em uma data, usado para conferir se débitos e créditos fecham.

É a fotografia intermediária da contabilidade, antes das demonstrações finais. Escritórios e controladorias usam o balancete mensal para revisar saldos estranhos, contas que deveriam estar zeradas e variações de um mês para o outro.

Demonstração que mostra, em uma data, os bens e direitos da empresa (ativo), suas obrigações (passivo) e o patrimônio líquido.

É a posição da empresa num ponto do tempo, enquanto a DRE mostra o resultado de um período. Saldos de banco, clientes, fornecedores e impostos do balanço precisam estar conciliados para que ele represente a realidade.

Pagamentos

Boleto

Documento de cobrança registrado em um banco, pago por código de barras ou linha digitável até o vencimento ou depois dele, com encargos.

Todo boleto é registrado na instituição emissora, o que permite que ele apareça no DDA do pagador. Para quem cobra, o retorno do banco informa o pagamento; para quem paga, o boleto precisa ser conferido contra a nota ou o contrato antes da liberação.

C

Financeiro

Capital de giro

Recurso necessário para manter a operação entre o pagamento a fornecedores e o recebimento dos clientes.

Quando a empresa paga antes de receber, o intervalo precisa ser financiado com caixa próprio ou de terceiros. Prazos médios de pagamento, de recebimento e de estoque definem quanto capital de giro a operação consome, e um fluxo de caixa confiável mostra quando ele vai faltar.

Fiscal

CBS

Contribuição sobre Bens e Serviços, tributo federal criado pela reforma tributária no lugar de PIS e Cofins.

Forma, com o IBS, o modelo de IVA dual: incide sobre o valor agregado, com crédito amplo do que foi pago nas etapas anteriores. Os valores passam a ser destacados na nota fiscal.

Unidade usada para agrupar despesas e receitas por área, projeto, obra, filial ou cliente.

Enquanto o plano de contas diz o que é o gasto, o centro de custo diz de quem ele é. É o que permite saber quanto custa cada unidade e avaliar a rentabilidade por projeto. Um mesmo lançamento pode ser rateado entre vários centros.

Fiscal

CFOP

Código Fiscal de Operações e Prestações: quatro dígitos que identificam a natureza de cada operação na nota fiscal.

Indica se é entrada ou saída, dentro ou fora do estado, venda, devolução, transferência ou remessa. O CFOP define o tratamento tributário do item e precisa ser coerente com a escrituração.

Número de 44 dígitos que identifica de forma única um documento fiscal eletrônico.

Reúne código da UF, data, CNPJ do emitente, modelo, série, número e um dígito verificador. É por ela que se consulta a situação da nota na Sefaz e se evita lançar o mesmo documento duas vezes.

Financeiro

CNAB

Padrão da Febraban para os arquivos trocados entre empresas e bancos em cobrança, pagamentos e extrato.

Os layouts mais usados são o CNAB 240 e o CNAB 400, que definem posição por posição o conteúdo de cada linha do arquivo. A empresa envia arquivos de remessa (boletos a registrar, pagamentos a efetuar) e recebe arquivos de retorno com o que foi processado. Cada banco tem particularidades dentro do padrão, o que torna a manutenção trabalhosa quando há várias instituições.

Cruzamento do extrato bancário com os lançamentos do sistema para confirmar que cada movimento foi registrado, pelo valor e na data certos.

Na prática, cada linha do extrato precisa encontrar o seu par no ERP: um recebimento de cliente, um pagamento a fornecedor, uma tarifa. O que não encontra par vira divergência e precisa ser explicado, seja um lançamento esquecido, um valor diferente ou um movimento que não deveria estar ali. Feita todo dia, a conciliação mantém o saldo do sistema igual ao do banco e evita que o problema apareça só no fechamento.

Conferência do saldo de cada conta contábil contra a sua fonte: extrato, relatório de títulos, controle de estoque ou de ativos.

Vai além do banco: fornecedores, clientes, impostos a recolher, adiantamentos e empréstimos também precisam ter o saldo explicado. É etapa obrigatória do fechamento e a principal defesa contra erros que se acumulam de um mês para o outro.

Open Finance

Consentimento

Autorização do titular para que uma instituição compartilhe os seus dados com outra no Open Finance, com finalidade, dados e prazo informados.

O titular escolhe o que compartilha, confirma no ambiente do próprio banco e pode revogar a autorização a qualquer momento. Para empresas, quem consente é o representante com poderes para a conta. Sem consentimento ativo, não há leitura de dados.

Financeiro

Conta escrow

Conta vinculada em que um valor fica retido por um agente até que as condições combinadas entre as partes sejam cumpridas.

Usada em compra e venda de empresas, contratos de obra, marketplaces e outras operações em que uma parte só deve receber depois de uma entrega. O recurso não pertence livremente a nenhum dos lados enquanto a condição não se cumpre, o que tem reflexo contábil próprio.

Financeiro

Contas a pagar

Rotina que registra, aprova e paga as obrigações da empresa com fornecedores, impostos e serviços.

Começa quando a obrigação chega, normalmente como nota fiscal ou boleto, passa pela conferência e pela aprovação e termina na baixa do título depois do pagamento. Os pontos de atenção são pagar em dia, não pagar duas vezes e garantir que o pagamento feito no banco apareça como baixa no sistema.

Rotina que acompanha o que clientes devem à empresa, do faturamento à confirmação do recebimento.

Cada venda a prazo gera um título a receber, por boleto, Pix, cartão ou transferência. O trabalho é identificar no extrato quem pagou, quanto e quando, dar baixa no título certo e tratar o que veio diferente: juros, desconto, pagamento parcial ou pagamento sem identificação.

Fiscal

CT-e

Conhecimento de Transporte Eletrônico (modelo 57), documento fiscal da prestação de serviço de transporte de cargas.

Emitido pela transportadora, acompanha a carga e é a base da escrituração do frete por quem contratou o transporte. Junto com a NF-e da mercadoria, compõe o custo de entrada.

D

Pagamentos

DDA

Débito Direto Autorizado: os boletos emitidos contra o CNPJ ficam disponíveis eletronicamente no banco do pagador.

Com a adesão ao DDA, a empresa passa a ver no banco os boletos registrados em seu nome, sem depender do papel ou do e-mail do fornecedor. Isso ajuda a não perder vencimentos e a identificar cobranças que não deveriam existir. Capturar o boleto, porém, não é pagá-lo: a conferência e a aprovação continuam com a empresa.

Contábil

DRE

Demonstração do Resultado do Exercício: receitas, custos e despesas que formam o lucro ou o prejuízo do período.

Parte da receita bruta, desconta deduções, custos e despesas e chega ao resultado líquido. A versão gerencial, mensal e por unidade de negócio, mostra onde a empresa ganha e perde dinheiro; ela só é confiável se a classificação dos lançamentos for consistente.

E

Contábil

ERP

Sistema integrado de gestão que reúne finanças, compras, vendas, estoque e contabilidade de uma empresa.

O ERP é onde os títulos, as notas e os lançamentos vivem. O trabalho manual costuma estar na fronteira dele: trazer extratos dos bancos, notas recebidas e dados de outras plataformas para dentro, e devolver o que foi conciliado. A integração pode ser por API, por banco de dados ou por arquivo, conforme o sistema.

Relação dos movimentos de uma conta em um período, com data, descrição, valor e saldo.

É a matéria-prima da conciliação. Pode chegar em PDF, planilha, arquivo OFX ou CNAB, por VAN, por API do banco ou pelo Open Finance. Quanto mais estruturado o formato, menos digitação e menos erro na hora de cruzar com o sistema; descrições diferentes entre bancos para o mesmo tipo de movimento são o desafio mais comum.

F

Conjunto de rotinas que encerram o mês: conciliações, provisões, conferências e geração das demonstrações.

O prazo do fechamento depende de quanto trabalho ficou para o fim do mês. Quando extratos, notas e lançamentos chegam e são conciliados todo dia, o fechamento vira revisão; quando tudo é coletado na última semana, vira mutirão.

Financeiro

Fluxo de caixa

Registro e projeção das entradas e saídas de dinheiro de uma empresa ao longo do tempo.

O fluxo de caixa realizado mostra o que de fato entrou e saiu das contas; o projetado soma o que está a receber e a pagar para indicar o saldo dos próximos dias e meses. A qualidade da projeção depende de o realizado estar conciliado: um caixa montado sobre lançamentos incompletos projeta um saldo que não existe.

Financeiro

Francesinha

Relatório do banco que detalha a movimentação da carteira de cobrança: títulos liquidados, baixados, juros, descontos e tarifas.

No extrato, os recebimentos de boletos podem aparecer agrupados em um único crédito por dia. A francesinha abre esse valor título a título, com os encargos e as tarifas de cada um, e por isso é a base para dar baixa no contas a receber e conciliar a cobrança.

I

Fiscal

ICMS

Imposto estadual sobre a circulação de mercadorias e sobre serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação.

Cada estado tem regras próprias, o que inclui substituição tributária, diferencial de alíquota e benefícios fiscais. Com a reforma tributária, o ICMS será substituído gradualmente pelo IBS.

Pagamentos

Idempotência

Propriedade de uma operação que, repetida, produz o mesmo resultado da primeira vez.

Em pagamentos e integrações, garante que um reenvio por falha de rede não gere um pagamento ou um lançamento em duplicidade. Normalmente é feita com um identificador único por operação, que o sistema de destino reconhece e não processa duas vezes.

Serviço do Open Finance em que uma instituição autorizada inicia um pagamento na conta do cliente, a pedido dele, sem que ele precise abrir o app do banco.

Quem presta o serviço é o iniciador de transação de pagamento (ITP), instituição autorizada pelo Banco Central. O cliente confirma a operação no ambiente do próprio banco, e o pagamento sai da conta dele como um Pix.

Empresa autorizada pelo Banco Central a captar, intermediar ou aplicar recursos de terceiros, como bancos, cooperativas de crédito e financeiras.

Inclui bancos comerciais e múltiplos, cooperativas de crédito, sociedades de crédito e financeiras. Instituições de pagamento também são autorizadas pelo Banco Central, mas formam uma categoria própria. Uma empresa de tecnologia que lê dados ou automatiza rotinas financeiras não é instituição financeira.

No Open Finance, a transmissora é a instituição que tem o dado do cliente; a receptora é a que o recebe, com o consentimento dele.

O mesmo banco pode ser transmissor de um cliente e receptor de outro. As regras de segurança, de formato e de prazo de resposta são definidas pela regulação e valem para todos os participantes.

L

Open Finance

LGPD

Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018), que regula o tratamento de dados pessoais no Brasil.

Exige base legal para cada tratamento, finalidade definida, minimização do que é coletado e medidas de segurança. Em rotinas financeiras e contábeis, vale para dados de sócios, funcionários, clientes pessoa física e para o que circula em extratos e notas.

M

Evento em que a empresa registra na Sefaz se reconhece, confirma, desconhece ou não realizou a operação de uma NF-e emitida contra o seu CNPJ.

São quatro eventos: ciência da operação, confirmação da operação, desconhecimento da operação e operação não realizada. Além de dar acesso ao XML completo, protege a empresa contra notas emitidas indevidamente em seu nome.

N

Fiscal

NCM

Nomenclatura Comum do Mercosul: código de oito dígitos que classifica cada mercadoria.

Usado na nota fiscal e no comércio exterior, o NCM define alíquotas e benefícios aplicáveis ao produto. Um NCM errado leva a imposto calculado errado, na venda e no crédito de quem compra.

Fiscal

NFC-e

Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (modelo 65), emitida na venda ao consumidor final no varejo.

Substitui o cupom fiscal: é emitida no momento da venda, autorizada pela Secretaria da Fazenda do estado e entregue ao consumidor por QR Code. Para o varejo, é o documento que sustenta o faturamento de cada loja e que precisa bater com as vendas no caixa e no cartão.

Fiscal

NFCom

Nota Fiscal Fatura de Serviços de Comunicação (modelo 62), que substitui os modelos anteriores das notas de telecom.

Usada por empresas de telecomunicação e provedores, reúne em um documento eletrônico a nota e a fatura do serviço de comunicação, no lugar dos modelos 21 e 22.

O

Open Finance

OAuth 2.0

Padrão de autorização que permite a um sistema acessar dados em outro sem receber a senha do usuário.

O usuário se autentica no sistema de origem e autoriza um escopo; o sistema que vai ler recebe um token com prazo e permissões limitados. É a base do Open Finance e da maioria das APIs bancárias.

Financeiro

OFX

Open Financial Exchange: formato de arquivo para exportar extratos bancários de forma estruturada.

O arquivo OFX traz cada movimento com data, valor, tipo e um identificador, o que permite importar o extrato em sistemas financeiros e contábeis sem digitar. A limitação é operacional: alguém precisa baixar o arquivo no internet banking de cada conta, todo dia ou todo mês, e o conteúdo da descrição varia de banco para banco.

Open Finance

Open Finance

Sistema regulado pelo Banco Central em que clientes autorizam o compartilhamento dos seus dados entre instituições participantes.

Começou em 2021 como Open Banking e foi ampliado para incluir investimentos, seguros e outros produtos. Com o consentimento do titular, uma empresa pode reunir saldos, extratos, cartões e investimentos de várias instituições em um só lugar, sem baixar arquivo banco a banco. Hoje são mais de 800 instituições participantes.

P

Método contábil em que todo lançamento tem um débito e um crédito de mesmo valor.

Um pagamento a fornecedor, por exemplo, credita a conta do banco e debita a obrigação com o fornecedor. É o que mantém o balanço fechado: a soma dos débitos é sempre igual à dos créditos.

Pagamentos

Pix

Meio de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central, disponível 24 horas por dia, todos os dias.

Lançado em novembro de 2020, liquida a transferência em segundos entre contas de instituições diferentes, por chave, QR Code ou dados bancários. Para o financeiro, o desafio é identificar quem pagou: um Pix sem identificador ou com descrição livre exige conferência manual para dar baixa no título certo.

Pagamentos

Pix Automático

Modalidade do Pix para cobranças recorrentes, em que o pagador autoriza uma vez e os débitos seguem na periodicidade combinada.

Pensado para contas de consumo, mensalidades e assinaturas, funciona como um débito automático entre instituições diferentes. O pagador define limites e pode cancelar a autorização no próprio banco.

Estrutura das contas contábeis que a empresa usa para registrar suas operações, organizada em grupos como ativo, passivo, receitas e despesas.

Cada lançamento cai em uma conta do plano, e é ele que dá forma ao balanço e à DRE. Escritórios que atendem muitos clientes costumam padronizar um plano de referência para classificar mais rápido; empresas de um grupo usam o mesmo plano para consolidar.

R

Registro de todos os lançamentos de cada conta contábil, em ordem, com os saldos.

Enquanto o diário lista os lançamentos em ordem cronológica, o razão os organiza por conta. É nele que se investiga a composição de um saldo e se encontra o lançamento que explica uma diferença.

Mudança do sistema de tributos sobre o consumo, que substitui PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS pela CBS, pelo IBS e pelo Imposto Seletivo.

Aprovada pela Emenda Constitucional 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar 214/2025, tem transição longa: 2026 é ano de teste das novas alíquotas na nota fiscal, a CBS entra em vigor em 2027 e o IBS substitui ICMS e ISS gradualmente até 2033. Layouts de nota, ERPs e a apuração mudam ao longo do caminho.

Princípio pelo qual receitas e despesas são registradas no período em que acontecem, não quando o dinheiro entra ou sai.

Uma venda de março recebida em abril é receita de março. O regime de caixa, ao contrário, registra pelo pagamento. A contabilidade societária usa competência; o fluxo de caixa olha o caixa. Confundir os dois é uma das causas mais comuns de diferença entre o relatório gerencial e o contábil.

Par de arquivos da troca com o banco: a remessa leva as instruções da empresa e o retorno traz o resultado.

Na cobrança, a remessa registra os boletos e o retorno informa quais foram pagos, baixados ou rejeitados. Nos pagamentos, a remessa leva os títulos a pagar e o retorno confirma o que foi efetivado. Ler o retorno e dar baixa no sistema é uma das rotinas manuais mais comuns do financeiro.

Imposto descontado pelo tomador no pagamento de um serviço e recolhido por ele em nome do prestador.

IR, PIS, Cofins, CSLL, INSS e ISS podem ser retidos, conforme o serviço e o regime das partes. O valor pago ao prestador é o líquido, e a diferença precisa bater com o que foi recolhido e declarado, o que torna a retenção um ponto frequente de divergência entre nota, pagamento e escrituração.

S

Regime tributário para micro e pequenas empresas que reúne vários tributos em uma guia única, calculada sobre o faturamento.

Criado pela Lei Complementar 123/2006, tem faixas de faturamento e anexos por atividade. A forma como a empresa do Simples participa do IBS e da CBS muda com a reforma tributária, o que afeta também o crédito de quem compra dela.

Fiscal

SPED

Sistema Público de Escrituração Digital: conjunto de arquivos pelos quais as empresas entregam ao fisco a escrituração contábil e fiscal.

Inclui a ECD (escrituração contábil), a ECF (escrituração contábil fiscal), a EFD ICMS/IPI, a EFD-Contribuições e a EFD-Reinf, entre outros. Os arquivos são cruzados pela Receita e pelos estados, o que faz qualquer inconsistência entre contabilidade, notas e bancos virar risco de autuação.

Mecanismo previsto na reforma tributária em que o imposto é separado e recolhido no momento do pagamento da operação.

Em vez de o vendedor receber o valor cheio e recolher o tributo depois, a parcela de CBS e IBS é destinada ao fisco na liquidação financeira. Muda a forma de conciliar recebimentos, porque o valor que chega à conta deixa de ser o valor da nota.

T

Valor cobrado pelo banco por serviços como manutenção de conta, emissão e liquidação de boletos e transferências.

Aparece no extrato muitas vezes sem documento correspondente no sistema, por isso precisa de regra própria para ser lançada e classificada. Somadas por serviço e por banco, as tarifas mostram quanto custa a operação bancária e onde negociar.

Pagamentos

TED

Transferência Eletrônica Disponível: transferência entre bancos diferentes, creditada no mesmo dia quando feita no horário de funcionamento.

Foi por muito tempo o principal meio de transferência entre empresas e ainda é usada para valores altos e operações agendadas. Com o Pix, perdeu espaço no dia a dia; o DOC, seu antecessor, deixou de existir em 2024.

Financeiro

Tesouraria

Área que administra o caixa da empresa: saldos, pagamentos, recebimentos, aplicações e relacionamento com bancos.

O dia da tesouraria começa pela posição de saldos em todas as contas e segue com a liberação de pagamentos e o acompanhamento dos recebimentos. Em grupos com muitos CNPJs e bancos, juntar essa posição é a parte que mais toma tempo.

V

Financeiro

VAN bancária

Rede de valor agregado que conecta uma empresa a vários bancos para a troca de arquivos de extrato, cobrança e pagamento.

A VAN centraliza o tráfego de arquivos, normalmente em padrão CNAB, entre a empresa e cada instituição. É comum em empresas com muitas contas e alto volume, mas exige contrato e configuração com cada banco. API bancária e Open Finance são alternativas para parte desses fluxos.

W

X

Arquivo que é a nota fiscal eletrônica de fato: o DANFE impresso é só a sua representação.

O XML traz emitente, destinatário, itens, impostos e a assinatura digital. A legislação exige guardar os XMLs emitidos e recebidos pelo prazo de prescrição, e é a partir deles que sistemas fiscais e contábeis escrituram sem digitar.

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Do conceito à rotina.Veja como funciona na prática.

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